Onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Murad, após a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que afastou Andrei Rodrigues, do comando da corporação, e Leandro Almada, da diretoria de Inteligência Policial.
Manifesto divulgado hoje afirma que o grupo decidiu se posicionar publicamente em defesa de Rodrigues e de Almada. O texto diz que os dois foram alvo de “ataques injustificados” e sustenta que a PF deve ser preservada de “tentativas de usurpação de funções”.
Os 11 diretores foram colocados nos cargos por Andrei Rodrigues. Só não assinaram o manifesto o próprio Almada, porque foi afastado de seu cargo, e o delegado Murad, que assumiu hoje o cargo de diretor-geral.
O grupo afirma que as acusações contra a cúpula da PF não têm fundamento e rejeitam a ideia de atuação “não republicana”. O grupo diz que esse tipo de narrativa estaria ligado a interesses político-eleitorais e não apaga a trajetória profissional da atual direção.
Os diretores informam que entregaram os cargos ao diretor-geral substituto. Eles afirmam que a medida faz parte do dever de defender a instituição e de garantir uma Polícia Federal capaz de “promover justiça” e assegurar o Estado democrático de Direito.
